Eleições2022: ACM Neto e Jaques Wagner trocam farpas e sobem o tom em provocações; veja declarações

 

O senador Jaques Wagner (PT) respondeu à provocação feita por ACM Neto (DEM), seu virtual adversário em 2022, de que não estaria empolgado para disputar o governo da Bahia. “Tem gente confundindo empolgação com arrogância”, escreveu o petista no Twitter. Neto disse na manhã dessa terça-feira (16) que era hora de Wagner “dar oportunidade para alguém que está com muita vontade, que está cheio de disposição”, numa alusão a si mesmo, repetindo a retórica de que o ex-governador “representa o passado”. 

 “Quando a gente olha, nem sente no próprio senador Jaques Wagner essa empolgação toda para ser governador, pelo menos essa é a impressão que a gente sente de fora”, atacou ACM Neto, em entrevista à Rádio Nova Brasil FM. Pelas redes sociais, mas sem menção nominal ao ex-prefeito, o petista respondeu e cutucou a lealdade do democrata com seus aliados. “Tem gente confundindo empolgação com arrogância. Minha empolgação sempre será crescente e duradoura. Quem caminha ao meu lado, sabe disso. E que vou até o fim, não desempolgo no meio do caminho e nem deixo amigos na estrada”. Essa não é a primeira vez que os dois trocam farpas a um ano das eleições. 

Em discurso para apoiadores, meses atrás, Neto afirmou que as pessoas “querem olhar para o futuro porque o ex-governador Jaques Wagner representa o passado”. Wagner, por sua vez, disparou que o Neto estava confundindo “idade com modernidade”. “As pessoas podem ter pouca idade e ter uma cabeça velha e podem ter mais idade e ter uma cabeça moderna”. Tem gente confundindo empolgação com arrogância. Minha empolgação sempre será crescente e duradoura. 

Quem caminha ao meu lado, sabe disso. E que vou até o fim, não desempolgo no meio do caminho e nem deixo amigos na estrada. — Jaques Wagner (@jaqueswagner) November 16, 2021 Jaques Wagner também foi incisivo quando ACM Neto fez críticas à segurança pública da Bahia. “Eu não vejo muita credencial no ex-prefeito para falar de segurança porque, quando assumi o governo em 2006, e eles governavam, é só perguntar aos policiais civis e militares: não tinha arma, não tinha colete à prova de balas, os carros estavam caindo pelas tabelas, tinha X reais em combustível e, muitas vezes, os caras tinham que empurrar carro”, lembrou o ex-governador. 
 Fonte: BNews


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