Dia da Baiana de Acarajé é marcado por missa e cortejo em Salvador

 

Responsáveis pelo principal prato símbolo da Bahia, as baianas de acarajé comemoraram ontem (25), o Dia Nacional da Baiana de Acarajé com programação especial cujo tema “Todo Axé da Bahia nesse Dia”. Atividades como missa, cortejo com baianas, exposições e apresentações culturais fizeram parte das celebrações que foram promovidas pela Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam), com apoio da Prefeitura. 

 Os festejos começaram com uma concentração nas ruas do Centro Histórico, seguida de missa às 15h na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho. Representantes da Abam se reuniram na Praça da Cruz Caída, em uma exposição em homenagem às baianas, onde contou também com apresentações culturais. 

 “Estou à frente da associação há 20 anos e nosso maior objetivo é de fortalecer ainda mais essa história. Assim como em todos os anos, estamos realizando atividades para ressaltar os nossos ancestrais, os que deram início a esse legado cultural”, afirma Rita Ventura, presidente da Abam, sobre a importância do evento ser realizado em celebração à data. 

 Segundo a Associação, atualmente Salvador possui cerca de 3,5 mil baianas de acarajés. O ofício de baiana de acarajé é regulamentado pela Lei Municipal 26.804, de 1º de dezembro de 2015. Baianas e baianos de acarajé e do mingau precisam de uma licença para atuar, emitida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), em caráter pessoal e intransferível. 

 A atividade de produção e comércio é predominantemente feminina, e encontra-se nos espaços públicos da capital baiana, principalmente em praças, ruas, feiras da cidade e orla marítima, como também nas festas de largo e outras celebrações que marcam a cultura de Salvador. A indumentária das baianas, característica dos ritos do candomblé, constitui também um forte elemento de identificação desse ofício, sendo composta por turbantes, panos e colares de conta que simbolizam a intenção religiosa das baianas. 

 No ano de 2004, as baianas de acarajé se tornaram Patrimônio da Humanidade pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (Iphan) e em 2012, foram reconhecidas como Patrimônio Imaterial da Bahia e Patrimônio Cultural de Salvador. 

 Memorial — Inaugurado no ano de 2009, o Memorial das Baianas, localizado na Praça da Cruz Caída, no Pelourinho, é um equipamento dedicado à história e à tradição do ofício das baianas de acarajé. Neste momento, o imóvel passa por obras de revitalização promovidas pela Prefeitura, para melhorar e valorizar toda a estrutura degradada com o tempo. 

 Além de melhorias no espaço, a iniciativa, que conta com projeto elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), prevê o resgate para a exposição permanente da história das baianas, realização de eventos e divulgação da gastronomia regional e dos quitutes. A revitalização do memorial vai incluir novas instalações elétricas e hidráulicas, substituição de toldo, execução de paisagismo, iluminação cênica, serviços de drenagem pluvial e instalações de combate a incêndio. 

 "A revitalização do Memorial das Baianas vai contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do turismo na nossa cidade, enaltecendo e divulgando esse ícone da cultura nacional. As obras devem ser finalizadas em janeiro e a nova estrutura vai trazer mais conforto a todos", disse o secretário de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Luiz Carlos de Souza. 

 Mais homenagens 
 Para celebrar o Dia Nacional da Baiana de Acarajé uma equipe de promotores da cerveja Bohemia fez uma ronda nos bares do Rio Vermelho, nesta quinta (25). Quem foi flagrado consumindo Bohemia, recebeu na hora um Vale-Acarajé, que poderá ser trocado nos tabuleiros de Dinha, Cira e Regina. Além dessa ação, a marca identificou seis baianas menos conhecidas, através de social listening, e negociou com elas exclusividade de Bohemia durante o dia 25. Todo consumidor que comprar acarajé nessas baianas, vai ganhar uma Bohemia. 

 A iniciativa visa homenagear a importância histórica e cultural da figura da baiana de acarajé, um dos ícones mais populares do Brasil, registrado como Patrimônio Nacional pelo Iphan, conforme conta Lucas Lobão, coordenador regional de marketing da Ambev. 

 “A herança que guarda a tradição do acarajé é passada por gerações. Uma verdadeira tradição em movimento. Além de dar água na boca, o ofício valoriza a força feminina, dignidade e muito orgulho. E a Bohemia, guardiã das tradições, tem orgulho de poder homenageá-las como essa ação que é uma combinação perfeita: cerveja e acarajé”, conta Lobão. 
Por Larissa Nunes 
Fonte: Tribuna


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